Exportação de café pelo ES cresce 58% e bate recorde até agosto

Exportação de café pelo ES cresce 58% e bate recorde até agosto

Economia

O Espírito Santo exportou 4,3 milhões de sacas de café entre janeiro e agosto de 2026, um aumento de 58% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da concessionária que administra os portos de Vitória e Vila Velha. O volume já supera o total de sacas embarcadas por todo o estado ao longo de 2025. O avanço elevou a receita cambial acumulada no ano para acima de US$ 1 bilhão, alta de 26% na comparação anual.

Crescimento por tipo de café

O resultado foi puxado principalmente pelo conilon: as exportações desse tipo subiram 74% de janeiro a agosto. O arábica também registrou expansão, com alta de 27% no período. Em contrapartida, o café solúvel teve redução nas vendas externas, apresentando queda de 14% frente ao mesmo intervalo de 2025.

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Especialistas do setor destacam que a recuperação da demanda internacional por robusta (conilon) e a estratégia logística dos terminais capixabas contribuíram para o aumento do volume embarcado. A combinação de maior oferta regional e rotas consolidadas ajudou a reduzir custos e ampliar a competitividade das cargas no mercado externo.

Desempenho mensal e composição dos embarques

Somente em agosto de 2026 foram exportadas 854 mil sacas, um incremento de 9% em relação a julho e de 29% na comparação com agosto de 2025. Do total exportado no mês, 762 mil sacas foram de conilon, 63 mil de arábica e 29 mil de café solúvel, mostrando predominância clara da variedade robusta nos embarques recentes.

O ritmo de embarque em agosto sinaliza continuidade do movimento observado ao longo do ano, com picos mensais influenciados por fatores sazonais da colheita e pela disponibilidade de espaço e equipamentos nos portos de Vitória e Vila Velha.

Impacto econômico e logístico para o Espírito Santo

O aumento nas exportações reforça o papel do complexo portuário capixaba como corredor estratégico para o agronegócio do estado. A receita cambial superior a US$ 1 bilhão no acumulado do ano evidencia ganhos não apenas para os produtores, mas também para cadeia logística, transportadoras e operadores portuários.

Além do efeito direto nas receitas, o movimento elevado de cargas tende a demandar ajustes operacionais nos terminais e investimentos em infraestrutura para manter a fluidez dos embarques e evitar gargalos que poderiam pressionar custos e prazos.

Perspectivas para o restante de 2026

Com o desempenho registrado até agosto, analistas do setor avaliam que o Espírito Santo tem potencial para manter volumes elevados até o fim do ano, desde que não ocorram interrupções significativas na oferta ou na logística. A variação das cotações internacionais e a dinâmica da colheita também serão determinantes para o fechamento do ano.

Produtores e operadores portuários acompanharão de perto as próximas janelas de embarque e as condições do mercado externo para ajustar programas de escoamento e estimativas de receita cambial para 2026.