O governo anunciou em 15 de outubro de 2026 que a ferrovia Vitória–Rio, conhecida como EF-118, será levada a leilão em abril de 2027 como parte de um amplo programa de concessões ferroviárias. A medida integra uma carteira de projetos cuja estimativa de investimentos para 2027 soma R$ 262,6 bilhões, com R$ 160 bilhões destinados ao setor ferroviário. O objetivo é ampliar a participação da iniciativa privada na expansão da malha, reduzir riscos para investidores e integrar ferrovias a portos e rodovias.
Detalhes do pacote e projetos previstos
Na carteira apresentada pelo Ministério dos Transportes, os R$ 262,6 bilhões projetados para 2027 se dividem entre R$ 102,68 bilhões em projetos rodoviários e R$ 160 bilhões em ferroviários. No segmento ferroviário, estão previstos 18 projetos: 17 serão levados a processos formais — sendo oito concessões tradicionais e nove chamamentos públicos para autorização —, além de uma oferta permanente voltada a terminais e trechos ferroviários ociosos.
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Essa agenda inclui a EF-118 entre os trechos prioritários para licitação, com expectativa de que o leilão ocorra em abril de 2027. O cronograma foi divulgado pelo ministério como parte da estratégia para acelerar investimentos e ampliar a conectividade entre regiões produtoras e corredores de exportação.
Mecanismos para reduzir riscos e atrair investidores
Para tornar os projetos mais atraentes à iniciativa privada, o ministério prevê instrumentos como investimentos cruzados entre concessionárias, aportes governamentais diretos, garantias públicas, contas vinculadas para receitas e financiamento especial por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essas medidas visam mitigar riscos de demanda e financeiros identificados em grandes obras de infraestrutura.
Segundo o plano, a combinação de garantias e financiamento facilitará o fechamento de contratos e a viabilização de projetos que exigem aportes iniciais elevados, sobretudo em trechos longos e com demandas logísticas complexas.
Estudos e expansão da malha desde 2023
Desde 2023, o governo contratou estudos para ampliar em cerca de 28 mil quilômetros a extensão de ferrovias sob análise. Essas análises técnico-econômicas servem para dimensionar investimentos necessários, estimar fluxos de carga e definir prioridades entre integração com rodovias, terminais e portos.
O objetivo declarado é aumentar a capacidade de transporte de cargas e passageiros e fortalecer a ligação entre áreas produtoras — como regiões agrícolas e mineradoras — e os principais corredores de exportação do país. A EF-118, por ligar a capital do Espírito Santo a um grande eixo logístico, está inserida nessa lógica de integração multimodal.
Impactos esperados e próximos passos
Se confirmados, os leilões e autorizações previstas para 2027 devem mobilizar investimentos privados significativos, gerar contratos de concessão e acelerar obras de modernização e recuperação de trechos ociosos. O ministério informou que detalhes sobre lotes, regras de outorga e garantias serão divulgados em editais a serem publicados nos próximos meses.
Operadores, financiadores e potenciais concessionários acompanharão os próximos passos, incluindo os resultados dos estudos contratados e as condições de financiamento com participação do BNDES. O governo apresenta o pacote como peça central para reduzir dependência de rodovias no transporte de cargas e melhorar eficiência logística.
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