Fim da escala 6x1: empresas do ES prevêem aumento de custos e falta de mão de obra

Fim da escala 6×1: empresas do ES prevêem aumento de custos e falta de mão de obra

Economia

Empresas do Espírito Santo já projetam aumento de custos e escassez de trabalhadores em consequência do fim da escala 6×1, afirma entidade do setor supermercadista ao acompanhar a promulgação da PEC, prevista para a próxima semana após publicação de 15 de outubro de 2026. Representantes do comércio, da agropecuária e da construção alertam para efeitos operacionais e para a necessidade de adaptação dos processos produtivos. A preocupação é que os novos encargos cheguem num momento em que a recuperação econômica ainda precisa ganhar tração para 2027.

Reação do setor supermercadista

A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) comunicou que monitora os desdobramentos da proposta constitucional e reafirmou o papel de orientar os estabelecimentos na adaptação às novas regras. Em nota assinada pelo superintendente Hélio Schneider, a entidade destacou ser fundamental que a economia brasileira registre crescimento mais consistente a partir de 2027 para facilitar a absorção dos encargos operacionais sem repassar integralmente os custos aos consumidores.

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Posicionamento da agropecuária

A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) informou que aguardará os próximos passos antes de emitir um posicionamento definitivo sobre o fim da escala 6×1. A federação também avaliou que a medida tem um caráter eleitoreiro, mas optou por acompanhar os desdobramentos institucionais para avaliar impactos concretos no campo.

Impacto na construção civil e projetos públicos

O Sindicato da Indústria da Construção do Espírito Santo (Sinduscon-ES) reconheceu a relevância social da alteração na jornada, mas pediu prazo maior para que as empresas reorganizem processos e atividades. O sindicato alerta que, já em 2027, podem surgir sinais de escassez de mão de obra, aumento dos custos das obras, redução de investimentos e atrasos nas entregas.

Segundo a entidade, o encarecimento das obras pode comprometer a execução de políticas habitacionais e de investimentos em saneamento básico, mobilidade urbana, saúde e educação, com impacto mais severo para famílias de baixa renda. O setor diz que será necessário reavaliar orçamentos e cronogramas para mitigar efeitos sobre contratos públicos e privados.

Perspectivas e adaptação

Empresas e sindicatos deverão acompanhar a regulamentação e as medidas de transição definidas após a promulgação da PEC para calibrar custos e mão de obra. A capacidade do mercado de trabalho de se ajustar e o ritmo do crescimento econômico em 2027 serão fatores determinantes para minimizar impactos sobre preços e entrega de serviços essenciais.