Vitória alcançou a primeira posição no Ranking de Competitividade dos Municípios de 2026, divulgado nesta quinta-feira (27), superando 423 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes. Autoridades municipais atribuem o avanço à reorganização das finanças públicas e ao fortalecimento da capacidade de investimento.
O secretário de Fazenda de Vitória, Regis Mattos, informou que o processo de ajuste fiscal teve início em 2021 e foi acompanhado por um planejamento estratégico de médio e longo prazo. O primeiro ciclo de metas cobriu o período até 2025 e um novo planejamento prevê ações até 2030, segundo ele.
Organização das contas e projetos municipais
Como resultado da reorganização financeira, a prefeitura diz ter conquistado maior margem para investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Vitória mantém atualmente a classificação “A” em capacidade de pagamento na avaliação do Tesouro Nacional, indicador que, conforme a gestão, traz segurança para o planejamento de obras e programas.
Entre as iniciativas citadas pelo secretário está o programa Vitória de Frente para o Mar, que engloba intervenções urbanísticas — incluindo a nova orla do Canal de Camburi — e medidas para ampliar o atendimento de unidades de saúde com horários estendidos e funcionamento aos finais de semana.
Competitividade e atração de negócios
Para Mattos, a competitividade municipal está ligada à qualidade de serviços como saúde, educação e infraestrutura, elementos que facilitam a atração de empresas e profissionais qualificados. A prefeitura pretende usar o ranking como diagnóstico: analisar mais de 100 indicadores que compõem o estudo para identificar onde é preciso avançar.
O secretário também destacou a necessidade de preparar o município para a reforma tributária em curso: a transição para o novo sistema terá efeitos progressivos a partir de 2028, com previsão de conclusão em 2033, o que reforça, na visão da administração, a importância de manter as contas organizadas.
Espírito Santo avança entre os estados
Na avaliação estadual, o Espírito Santo subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados e voltou ao grupo dos cinco mais competitivos, passando do 7º lugar em 2025 para o 5º em 2026. Na classificação geral, o Estado ficou atrás de Santa Catarina (1º), São Paulo (2º), Paraná (3º) e Rio Grande do Sul (4º).
Na 15ª edição do estudo, o Espírito Santo repetiu a colocação alcançada em 2020 e 2021 e obteve desempenhos de destaque em alguns pilares: 1º lugar em Solidez Fiscal, 2º em Infraestrutura e 4º em Eficiência da Máquina Pública.
Apesar da conquista no ranking, a administração municipal afirma que o objetivo é melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade, não apenas manter posições em listas.
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