Fernando Cinelli exige retirada do seu nome dos registros do grupo Apex em 48 horas

Fernando Cinelli exige retirada do seu nome dos registros do grupo Apex em 48 horas

Economia

O empresário Fernando Cinelli notificou formalmente as empresas do grupo Apex nesta terça-feira (25) para renunciar a quaisquer cargos de administração, direção, gerência ou representação que ainda constem em seu nome, e solicitou que seu nome seja excluído dos registros oficiais no prazo de 48 horas. A manifestação também foi apresentada à 7ª Vara Cível de Vitória.

Na notificação extrajudicial e na petição judicial, Cinelli informa que comunicou a renúncia com efeitos retroativos a 5 de agosto — data em que já havia sido afastado da presidência e do Conselho de Administração da Apex Partners. Segundo os documentos, a decisão tomada naquele dia determinou o afastamento imediato de suas funções administrativas e a revogação de mandatos e poderes.

Cinelli afirma que, desde o afastamento, não tem mais acesso a sistemas internos, e-mails corporativos, documentos ou informações do grupo, nem participa de decisões operacionais, financeiras ou societárias. Apesar disso, ele diz que ainda aparece formalmente como administrador, diretor, conselheiro ou representante legal em diversas empresas do conglomerado, que reúne mais de 150 sociedades.

Na petição, o empresário exige que os atuais administradores promovam a retirada de seu nome das anotações na Junta Comercial do Espírito Santo, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e das instituições financeiras que mantenham registros societários ou mandatórios, e solicita o envio dos comprovantes das alterações no prazo de 48 horas a partir do recebimento da notificação.

Cinelli alerta que, caso a exigência não seja cumprida, poderá adotar medidas judiciais para se proteger de responsabilidades e buscar a responsabilização civil dos administradores e demais decisores envolvidos. Seus advogados pedem ainda urgência à Justiça, argumentando que a manutenção do nome nos registros aumenta o risco de que ele seja vinculado a atos e contratos realizados após seu afastamento.

O empresário também contestou a inclusão de empresas do grupo no polo ativo de uma ação ajuizada em 6 de agosto, um dia após seu afastamento. De acordo com ele, várias das empresas incluídas seriam financeiramente saudáveis e não teriam passado por deliberação societária adequada antes da medida; Cinelli afirma não ter autorizado, participado ou ratificado essa iniciativa e se desvincula da eventual ação de recuperação judicial para a qual a medida estaria sendo preparatória.

Em nota encaminhada ao processo, a Apex Partners informou que foi a própria companhia que solicitou o afastamento judicial de Cinelli das demais empresas do grupo. Segundo a empresa, o afastamento decorre de apurações internas que identificaram fragilidades financeiras e desvios, e é necessário para que o grupo avance nas investigações, responsabilize os envolvidos e retome as atividades com mais confiança e transparência. A companhia declarou que as apurações iniciais apontam Cinelli como responsável pelos fatos graves identificados.

Na semana do afastamento, a Apex comunicou ao mercado que Marcelo Murad assumiu a presidência de forma interina.

Atualização: texto atualizado em 26/08/2026 às 14:20 com nota enviada pela Apex Partners.

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via A Gazeta – Economia