A VLI começou a operar o transporte de ferro‑gusa pela Ferrovia Centro‑Atlântica (FCA) com destino ao complexo portuário de Vitória, administrado pela Vports. A nova operação monta um corredor logístico direto entre áreas produtoras de Minas Gerais e o porto capixaba.
O sistema passa a utilizar uma moega ferroviária instalada no Porto de Capuaba, em Vila Velha, que possibilita o descarregamento do ferro‑gusa diretamente dos vagões. O projeto é fruto de uma parceria entre VLI, Vports e Multilift e recebeu investimentos conjuntos de R$ 130 milhões. Em comunicado divulgado em junho, a previsão era de que o primeiro embarque ocorresse em agosto.
A implementação da moega integra o plano de recuperação e conexão ferroviária do porto. Os trilhos do complexo foram entregues em 2024 e receberam aproximadamente R$ 16 milhões em investimentos. A infraestrutura está ligada tanto à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) quanto à FCA, favorecendo a integração entre modais.
Com a nova entrada direta no terminal, a estimativa é de que a movimentação anual de ferro‑gusa no porto aumente de cerca de 500 mil toneladas para 1 milhão de toneladas. O material será embarcado em navios com capacidade de até 55 mil toneladas, e o projeto prevê também a disponibilização futura de um berço capaz de receber embarcações maiores.
Antes da instalação da moega, parte da carga precisava ser transferida para um pátio intermediário antes de seguir até o porto; o novo fluxo elimina essa etapa, reduzindo movimentações e aumentando a eficiência logística.
“Buscamos continuamente alternativas que gerem valor para toda a cadeia, conectando diferentes modais e ampliando a competitividade dos nossos clientes”, declarou Aroldo Cecílio, gerente‑geral comercial da VLI.
Segundo Cecílio, a iniciativa representa a convergência entre a tradição ferroviária de Minas Gerais e a vocação portuária do Espírito Santo, resultado da cooperação entre as empresas envolvidas.
Além do transporte de ferro‑gusa, a operação prevê um fluxo de retorno de cerca de 30 mil toneladas mensais de coque, insumo utilizado em aplicações da construção civil. O retorno dos vagões também contribui para melhor utilização dos ativos ferroviários e para reduzir as emissões de dióxido de carbono por tonelada transportada.
O carregamento seguirá pelo Corredor Leste da VLI, que conecta Minas Gerais ao sistema portuário do Espírito Santo por meio da FCA; a empresa informa que movimenta aproximadamente 28 milhões de toneladas por ano nesse corredor.
Em 2025, o Corredor Leste registrou cerca de 16 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) — indicador que combina volume de carga e distância percorrida —, avanço de 10,5% em relação a 2024, segundo dados divulgados pela empresa.
Crédito da imagem: Divulgação/Vports
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