A Apex contratou a Grant Thornton para conduzir uma revisão contábil e financeira das empresas do grupo, iniciada em novembro de 2026, com o objetivo de identificar distorções, apurar responsabilidades e reconstituir demonstrações financeiras, segundo comunicado da própria companhia. O trabalho externo complementa um processo interno de reorganização contábil e administrativa já em curso e visa subsidiar perícias e decisões jurídicas. Paralelamente, a Apex avança na elaboração antecipada de um plano de recuperação judicial enquanto aguarda decisão da Justiça.
Escopo da auditoria e resultados esperados
De acordo com a empresa, a atuação da Grant Thornton envolverá a análise detalhada das informações contábeis e financeiras das controladas e afiliadas do grupo, além da avaliação dos processos decisórios que originaram as demonstrações sob exame. A expectativa é que os peritos identifiquem e quantifiquem eventuais distorções, analisem impactos patrimoniais e produzam pareceres periciais que sirvam de base técnica para esclarecer os fatos e orientar medidas posteriores.
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Ao término dos procedimentos, serão elaborados relatórios periciais contábeis que deverão oferecer subsídios para a avaliação da situação patrimonial das empresas e para a definição das providências legais e operacionais necessárias.
Medidas internas e apoio externo contratado por fundador
Nos últimos meses a própria Apex informou ter promovido uma reorganização interna com o objetivo de estruturar informações e facilitar o trabalho da perícia externa. O fundador do grupo, Fernando Cinelli, afirmou considerar positiva a contratação da Grant Thornton, embora tenha destacado que a medida veio três meses após o prazo inicialmente previsto pela companhia.
Cinelli comunicou também que contratou, há mais de um mês, a FTI Consulting, multinacional norte-americana especializada em investigações e auditoria forense, para prestar suporte especializado ao caso. Segundo ele, uma análise externa e independente é fundamental para o esclarecimento dos fatos e para reconstituir a confiança entre investidores, associados e demais partes interessadas.
Negociações, mediação e plano de recuperação
Além da auditoria e do suporte forense, a Apex afirmou que trabalha na antecipação de um plano de recuperação judicial com o objetivo de viabilizar caminhos para a refundação da Apex Partners e a repactuação de seus negócios. A iniciativa tem como finalidade proteger interesses de investidores, associados e da sociedade enquanto aguarda decisões judiciais.
Fernando Cinelli expressou cautela em relação ao representante indicado pela Apex para atuar com plenos poderes no processo de mediação, mas afirmou estar disponível ao diálogo para buscar soluções consensuais com todos os interlocutores.
Implicações e próximos passos
Com a contratação de uma grande firma de auditoria internacional e o suporte de uma consultoria forense, a Apex tenta consolidar bases técnicas sólidas para enfrentar as demandas judiciais e negociações futuras. Os pareceres periciais e os relatórios contábeis a serem produzidos servirão tanto para a elucidação das irregularidades apontadas quanto para subsidiar decisões estratégicas nos processos de recuperação e reestruturação.
Fica agora a expectativa por prazos e conclusões dos trabalhos periciais, que deverão orientar os próximos movimentos da companhia, seus credores e demais interessados.
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