Relatórios climáticos divulgados em 8 de outubro de 2026 indicam que a primavera no Espírito Santo deve ser, em média, cerca de 3°C mais quente do que a média histórica, com precipitação reduzida em grande parte do estado e risco elevado de escassez hídrica.
Focos de calor concentrados no Norte do estado
Em duas semanas de setembro foram contabilizados 188 focos de calor no Espírito Santo, dos quais 91 ocorreram em seis municípios do extremo Norte: São Mateus (24), Pinheiros (22), Aracruz (13), Rio Bananal (12), Linhares (10) e Jaguaré (10). Esses pontos de calor refletem uma combinação de temperaturas mais altas e solo seco, condições que favorecem incêndios e aumentam a demanda por água.
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Chuva foi irregular em setembro
Embora setembro tenha apresentado um aumento nos volumes de chuva em relação a meses anteriores, a distribuição foi muito desigual. Os acumulados variaram de 6,56 mm a 189,25 mm no mês, com os maiores totais concentrados nas regiões Sul, Serrana e Centro-Sul, onde núcleos locais alcançaram entre 150 mm e 190 mm.
Regiões Centro-Norte com precipitação abaixo da média
O Centro-Norte do estado registrou volumes mais baixos em grande parte de sua extensão, apesar de alguns episódios isolados de chuva acima de 100 mm. Municípios como Colatina (28,2 mm), Vila Valério (28,6 mm), Jaguaré (29,0 mm), Pancas (39,2 mm), Rio Bananal (44,8 mm) e São Roque do Canaã (46,6 mm) figuram entre os menores acumulados de setembro, indicando recuperação hídrica insuficiente para repor reservatórios locais.
Consequências para abastecimento e agricultura
A combinação de temperaturas mais elevadas e chuva irregular aumenta a probabilidade de redução nos níveis de reservatórios e mananciais, pressionando o abastecimento urbano e o uso agrícola. Produtores rurais e gestores de recursos hídricos devem preparar medidas de contingência, como restrições de uso e manejo mais eficiente da irrigação, para mitigar impactos durante a estação mais quente.
Risco ampliado de incêndios e recomendações
Com mais focos de calor concentrados em áreas do Norte, as condições são favoráveis à propagação de queimadas, especialmente em áreas com vegetação seca. Autoridades ambientais recomendam intensificar ações de prevenção, vigilância e resposta, além de alertar a população para evitar acúmulo de resíduos inflamáveis e práticas de queima aberta.
Os dados apontam para uma primavera mais quente e com precipitação irregular no Espírito Santo, cenário que torna essencial a coordenação entre órgãos estaduais, prefeituras, operadores de água e agricultores para reduzir riscos à população e à infraestrutura hídrica.
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via A Gazeta – Clima
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