Júri pela morte da professora no ES entra na reta final nesta quinta

Júri pela morte da professora no ES entra na reta final nesta quinta

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O júri que analisa a morte da professora de Geografia Danielly, encontrada morta em 30 de dezembro de 2017 no apartamento do casal em Jardim Camburi, Vitória, entra na fase final nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026. O réu, o engenheiro Patrick, é acusado pelo Ministério Público do Espírito Santo de homicídio decorrente de um episódio de ciúmes e de comportamento controlador. A denúncia, recebida pela Justiça em março de 2018, afirma que a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico causado por ação contundente, segundo laudos periciais.

Local e causas do crime

Peritos constataram que Danielly morreu em decorrência de hemorragia intracraniana provocada por traumatismo cranioencefálico, causado por ação contundente. O corpo foi encontrado no dia 30 de dezembro de 2017, caído de bruços ao pé da cama, em uma poça de sangue, no apartamento onde ela morava com o marido.

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O cenário do quarto chamou a atenção da polícia: a janela estava aberta, o ar-condicionado ligado, um pé do criado-mudo quebrado e dois porta-retratos virados para baixo. Esses elementos constam nos laudos e no boletim de ocorrência como parte das evidências do caso.

Movimentação registrada pelas câmeras

Imagens de câmeras de segurança do condomínio mostraram que Patrick foi a última pessoa a entrar no imóvel antes da descoberta do corpo. Segundo as gravações, o engenheiro permaneceu cerca de dois minutos no apartamento e saiu em seguida; o próprio Patrick encontrou o corpo no fim do dia seguinte.

Esses registros audiovisuais foram usados pela acusação para sustentar a versão de que ele esteve sozinho no local pouco antes da morte. A defesa do réu apresentou contestações às provas durante a instrução, conforme consta nos autos.

Acusação do Ministério Público e contexto da relação

O Ministério Público do Espírito Santo afirma que o homicídio teria ocorrido após um desentendimento motivado por ciúmes. Na denúncia, o MPES descreve um padrão de comportamento possessivo por parte de Patrick, que incluiria vigilância das atividades da esposa nas redes sociais por meio de um aplicativo de mensagens clonado.

Apontamentos da acusação indicam que o relacionamento apresentava sinais de controle e monitoramento, circunstâncias que, segundo o parquet, contextualizam o crime e fundamentam a tipificação imputada ao réu. A denúncia foi formalizada em março de 2018 e aceita pela Justiça, dando início ao processo penal que chega agora à fase de veredicto.

Etapas do júri e próximos passos

O julgamento, que teve diversas sessões de instrução com depoimentos de peritos, testemunhas e das partes, terá nesta quinta as alegações finais e a votação dos jurados. Caso seja condenado, Patrick poderá ser responsabilizado criminalmente pelo homicídio qualificado, conforme o teor da denúncia.

Decisões sobre eventuais recursos e a pena aplicável, caso haja condenação, serão tratadas nas fases posteriores do processo. Familiares da vítima acompanharam partes do processo em diferentes audiências e aguardam o desfecho do júri marcado para hoje.