Um influenciador digital e investidor de 30 anos, vítima de sequestro em 11 de junho no bairro Jardim Camburi, em Vitória, vinha sendo acompanhado por criminosos por cerca de um ano, segundo apuração da Polícia Civil.
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Gabriel Monteiro, os suspeitos obtiveram informações precisas sobre a rotina da vítima, inclusive os horários em que ela frequentava aulas de futevôlei, e aguardaram uma oportunidade para executar o crime.
A investigação relaciona a exposição pública do investidor nas redes sociais — onde ele compartilhava trechos da rotina e divulgava atuação no mercado de criptomoedas — como um possível fator que chamou a atenção dos envolvidos. Os detalhes do caso foram apresentados pela Polícia Civil durante coletiva realizada na quarta-feira (9) na Chefatura, em Vitória.
Ao todo, a apuração identificou nove pessoas com algum tipo de participação no crime. Sete já foram presas. Dois investigados permanecem com mandados de prisão em aberto: Samuel Camilo dos Santos, 23 anos, e Ana Julia da Silva, 21 anos.
- Adilson de Jesus Neves Junior
- Samuel Camilo dos Santos (mandado em aberto, 23 anos)
- Enoque Pereira Leal Filho
- Osmar de Azeredo Nunes
- Erlan Josme de Oliveira Alves
- Wilian Henrique Guimarães Gomes
- Laís de Jesus Teles
- Irlan Miguel de Souza Laranjeira
- Ana Julia da Silva (mandado em aberto, 21 anos)
A operação que resultou nas prisões foi denominada Tron e foi deflagrada pelo Deic em 27 de agosto. Na ação foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva na Serra.
O delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, ressaltou que a divulgação de informações pessoais e da vida financeira nas redes sociais pode facilitar a atuação de criminosos. Ele recomendou cautela ao divulgar locais frequentados, endereço, veículos, horários e quaisquer sinais que indiquem condição econômica.
Além das orientações online, a corporação reforça medidas básicas de segurança no espaço público, como evitar ostentação de objetos de valor e manter atenção ao se deslocar. Segundo as autoridades, não há, até o momento, indícios de que o grupo seja uma quadrilha especializada em sequestros ou que planejasse outros crimes semelhantes.
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