Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri pelo assassinato do policial militar Fernando da Cruz Comper, baleado em 9 de fevereiro de 2022 em frente a um supermercado no bairro Nova Carapina II, na Serra, e que morreu nove dias depois em razão dos ferimentos; o julgamento ocorreu em 6 de outubro de 2026. Willian Ferreira Moraes teve pena fixada em 31 anos, dois meses e sete dias de reclusão, além de 243 dias-multa; Nemias Siqueira Cassimiro foi sentenciado a 36 anos e seis meses de prisão, mais 286 dias-multa. Ambos respondem por homicídio e furto qualificado.
Motivação e critérios para as penas
Na motivação da sentença, o tribunal considerou a premeditação do crime, os antecedentes criminais dos condenados e a conduta que demonstrou desprezo pela vida humana como fatores agravantes. Esses elementos pesaram na dosimetria e levaram à imposição de penas longas, conforme a decisão do júri que avaliou provas e depoimentos apresentados no processo.
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Outros envolvidos e desdobramentos
Um terceiro acusado, identificado como Vinicius Florencio dos Santos e apontado durante as investigações como possível mandante, foi absolvido pelo Tribunal do Júri. Ele havia sido acusado de articular o crime, fornecer as armas utilizadas e liderar tráfico de drogas no bairro Pitanga, mas o colegiado não reconheceu as provas suficientes para condenação.
Luiz Felipe de Oliveira Tancredo, que as autoridades indicaram como motorista do veículo utilizado no episódio, apresentou recurso contra a decisão que o imputa ao caso. Não foram divulgados detalhes do teor do recurso nem prazos para julgamento dos pedidos das defesas.
Contexto do caso e impacto local
O assassinato do sargento Fernando Comper teve grande repercussão na Serra e suscitou questionamentos sobre violência contra agentes de segurança e o controle de grupos criminosos em bairros da região metropolitana. Casos envolvendo policiais costumam mobilizar investigações policiais mais amplas e acompanhamento judicial rigoroso, dada a natureza do crime e a atuação do profissional assassinado.
Os autos do processo deverão seguir para as instâncias cabíveis de recurso, em que as defesas poderão contestar as sentenças ou as absolvições proferidas pelo júri. Enquanto isso, as penas aplicadas a Willian e Nemias se mantêm até eventual modificação por tribunais superiores.
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