Maratona de inovação reúne empresas e desafia talentos a resolver problemas reais

Maratona de inovação reúne empresas e desafia talentos a resolver problemas reais

Negócios & Oportunidades

Uma maratona de inovação realizada em 22/10/2026 reuniu empresas e estudantes para desenvolver soluções empresariais em formato de pitch, com a participação de Vale, Remsoft (antiga Inflor), Teia e do Movimento Capixaba de Inovação (MCI). As equipes apresentaram projetos a uma banca avaliadora e concorreram a prêmios em dinheiro — R$ 2.000, R$ 1.000 e R$ 500 para os três primeiros colocados — enquanto a troca com especialistas ofereceu potencial para futuras oportunidades profissionais.

Empresas participantes e formato da competição

Representantes da Vale, da Remsoft, da Teia e do MCI definiram desafios práticos que as equipes precisaram solucionar ao longo do evento. As propostas foram submetidas em pitches curtos a uma banca de avaliadores, que considerou critérios técnicos e aplicabilidade das ideias.

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O formato de apresentação permitiu que as empresas observassem a capacidade de comunicação e de implementação das equipes, além de técnicas e tecnologias utilizadas nas soluções. Essa dinâmica é comum em hackathons e maratonas de inovação, cujo objetivo é aproximar mercado e talento, acelerando o desenvolvimento de protótipos viáveis.

Premiação e potencial de empregabilidade

Os três melhores projetos receberam prêmios em dinheiro: R$ 2.000 para o primeiro lugar, R$ 1.000 para o segundo e R$ 500 para o terceiro. Mais relevante para muitos participantes foi, porém, a oportunidade de contato direto com especialistas e recrutadores presentes no evento.

Organizadores destacam que a convivência com profissionais experientes e representantes das empresas pode abrir caminhos profissionais, atuando como porta de entrada para estágios, projetos-piloto ou contratações. Esse efeito colateral de eventos do tipo costuma ser tão valorizado quanto as premiações.

Do participante ao profissional: caso de Jair Batista

Jair Batista, hoje com 27 anos e formado em Ciência da Computação pela Faesa, é exemplo do potencial transformador da maratona. Ele participou do evento como competidor e teve ali o primeiro contato com a Inflor, atualmente Remsoft. Hoje trabalha como analista desenvolvedor, carreira que começou após as conexões feitas na maratona.

Integrante da comissão organizadora do evento há cerca de cinco anos, Jair diz que a experiência como competidor e organizador foi decisiva para ampliar sua rede de contatos e compreender melhor as demandas do mercado. Seu percurso ilustra como eventos de inovação podem funcionar como ecossistemas de aprendizagem e recrutamento.

Impacto local e continuidade

Além de premiar projetos, a maratona reforçou a atuação do Movimento Capixaba de Inovação e de demais parceiros na formação de talentos locais. A presença de grandes empresas, como a Vale e a Remsoft, reforça o interesse do setor privado em acessar novas soluções e captar profissionais formados em instituições como a Faesa.

Organizadores costumam planejar edições futuras com base no feedback de participantes e empresas, buscando ampliar número de desafios e a integração entre universidades e o mercado. Para muitos jovens profissionais, esse tipo de evento segue sendo um caminho prático para demonstrar habilidades e iniciar carreiras no campo de tecnologia e inovação.