O jogador Richarlison publicou em 21 de outubro de 2026 documentos que, segundo ele, comprovam a legalidade da compra do direito de ocupação de um imóvel de luxo em Angra dos Reis (RJ) e acusou o senador Flávio Bolsonaro de ter tomado a propriedade por meio de manobras judiciais. O terreno pertence à União e a disputa envolve pedidos de regularização na Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O atleta afirma ter comprado o direito de ocupação em outubro de 2020, com sócios, e ter investido cerca de R$ 10 milhões na área.
Acusações e defesa
Richarlison disse que, após adquirir a posse do terreno, foi pressionado por interessados na compra, entre eles o senador. Ao recusar vender, afirmou, teria sido alvo de uma ação judicial que resultou na perda da área. Ele declarou também que houve atuação direta do advogado Willer Tomaz e de terceiros junto à SPU para regularizar o imóvel em favor do senador.
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Willer Tomaz afirmou que obteve os direitos sobre o terreno de forma regular e que desembolsou R$ 5 milhões para quitar pendências fiscais, classificando os antigos ocupantes como invasores. O advogado contestou as alegações do atleta e exigiu a apresentação dos documentos que comprovem o vínculo de Richarlison com a propriedade.
Documentos e divergências sobre valores
Na publicação, Richarlison disse ter pago cerca de R$ 4,66 milhões aos antigos posseiros, além de gastos com reformas e segurança, totalizando aproximadamente R$ 10 milhões desde outubro de 2020. Tomaz rebateu que os dados apresentados não coincidem com declarações anteriores da empresa ligada ao atleta, apontando diferença nos valores alegados.
O advogado afirmou que há escritura registrada, certidão da SPU e decisões judiciais favoráveis ao lado que representa, inclusive com trânsito em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por outro lado, Richarlison afirma que o pedido de regularização protocolado por ele junto à SPU ficou parado por dez meses, enquanto a transferência para a outra parte teria sido acelerada.
Trâmite judicial e denúncias ao Ministério Público
A disputa pelo casarão em Angra, descrito como tendo cachoeira particular e localizado próximo ao aeroporto da região costeira, tem origem em 2020. Em 2022, a posse do imóvel foi questionada por meio de mandado de reintegração movido pela empresa M Locadora, representada por advogado associado a Tomaz.
O coletivo Derrubando Muros protocolou representação no Ministério Público Federal pedindo investigação do processo que transferiu o direito de ocupação do imóvel, argumentando que se trata de patrimônio da União e apontando indícios de advocacia administrativa. O documento conta com assinaturas de nomes como Miguel Reale Jr. e Conrado Hübner Mendes.
Consequências e situação esportiva de Richarlison
Willer Tomaz informou que Richarlison já responde como réu em ação em Brasília e que inquérito policial que apurou o caso foi arquivado por ausência de indícios de crime. O advogado também afirmou que o senador Flávio Bolsonaro apenas figurou como testemunha em um processo envolvendo o ex-deputado Alencar da Silveira Júnior, sócio de Richarlison.
No plano esportivo, o atacante está fora dos planos do treinador do Tottenham, da Premier League. Seu contrato com o clube inglês vai até junho de 2027; ele pode assinar um pré-contrato com outra equipe a partir de dezembro de 2026. Negociações com clubes na Inglaterra, Turquia e com o Vasco já foram citadas, mas nenhuma avançou até o momento.
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