Um homem de 31 anos, conhecido pelo apelido “Sete Vidas” e apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), foi detido no final da tarde de terça-feira (1º) no bairro Itararé, em Vitória. Com ele, foram apreendidas duas submetralhadoras e um fuzil.
A prisão foi realizada pelo Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), com apoio da Polícia Militar, após investigações que indicaram a preparação de um ataque contra área dominada pelo Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção rival do TCP.
Como ocorreu a operação
Segundo o delegado Ricardo Almeida, as armas foram encontradas dentro de um carro estacionado em frente à residência do suspeito. O homem havia deixado o local momentos antes da chegada das equipes, mas foi localizado e capturado nas proximidades.
Durante a ação, as equipes também tentaram prender outro envolvido indicado pelas apurações como possível participante dos ataques. Esse segundo homem conseguiu fugir em direção ao Morro da Engenharia e entrou em uma área de mata. Houve troca de tiros na perseguição, mas ninguém ficou ferido.
Motivação do plano e contexto
O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Isaac Rubim, afirmou que o suposto ataque estaria sendo articulado depois da prisão, na semana anterior, de um homem apontado como principal liderança do PCV que atuava em liberdade. “Provavelmente, o pessoal do TCP se sentiu fortalecido para tentar tomar a área ocupada pelo Primeiro Comando de Vitória no Complexo da Penha”, explicou o tenente-coronel.
De acordo com Ricardo Almeida, as investigações e o monitoramento da facção permitiram à polícia antecipar a ação e evitar o ataque. “Nessa ação, a gente conseguiu tirar esse armamento das ruas. É uma ação importante para evitar o ataque. Nesses ataques, em razão do poderio bélico que estão usando, poderia até atingir um inocente”, afirmou o delegado.
Apelido, origem e antecedentes
O delegado relatou que o suspeito recebeu o apelido “Sete Vidas” após sobreviver a diversos disparos no Rio de Janeiro, incluindo ferimentos no rosto. Almeida acrescentou que há intercâmbio constante entre integrantes de facções do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, com criminosos deslocando-se entre os estados para manter relações e atividades criminosas. Ele citou que o líder Bruno Gomes Faria estaria no Rio, na comunidade da Maré.
Segundo a investida policial, o homem de 31 anos chegou a gerenciar o tráfico de drogas para os irmãos Vera, atuando em áreas como o bairro Santos Dumont, em Vitória.
Medidas legais
O suspeito foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e por organização criminosa. Ainda de acordo com a autoridade, ele usava tornozeleira eletrônica em função de outro crime e possui antecedentes por tráfico de drogas e violência doméstica contra a mulher.
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