Entre 14 e 16 de outubro, jovens a partir de 16 anos participaram das oficinas PCD: Pinta, Cria, Desenha em Viana, na Grande Vitória, que ofereceram formação em grafite com foco em inclusão. Realizadas na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) do município, as ações priorizaram pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou psicossocial e pessoas neurodivergentes, com preferência para quem está vinculado a escolas públicas ou à própria APAE. O objetivo do projeto foi fomentar a expressão artística desses participantes e ampliar seu protagonismo cultural.
Oficinas de grafite em Viana: metodologia e objetivos
As atividades reuniram técnicas de grafite adaptadas às possibilidades de cada participante, estimulando tanto a criação individual quanto a produção coletiva. Os jovens trabalharam a partir de suas próprias ideias, transformando conceitos pessoais em peças visuais com acompanhamento técnico. A proposta buscou não só ensinar técnicas do grafite, mas também fortalecer a autoestima e a autonomia dos participantes por meio da arte urbana.
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Acessibilidade e acolhimento durante o projeto
A organização do evento incluiu medidas de acessibilidade no planejamento: a estrutura do local garantiu circulação adequada, e a equipe foi orientada para receber e apoiar as pessoas com diferentes necessidades. Recursos de acessibilidade comunicacional foram disponibilizados conforme cada caso, de modo a assegurar que todos pudessem acompanhar as instruções e participar ativamente das dinâmicas.
Realização, apoio e seleção do projeto
O PCD: Pinta, Cria, Desenha foi desenvolvido pela Olhar Comunicação e Cultura, com apoio do Funcultura e da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES). O projeto também contou com recursos do Sistema Nacional de Cultura e do programa emergencial de fomento à cultura da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura. A iniciativa foi escolhida no âmbito do Edital nº 07/2025, destinado ao Hip Hop.
Impacto local e perspectivas
Organizadores destacaram que a ação visa inserir pessoas com deficiência nas trajetórias formativas do campo artístico e na cena cultural urbana, não apenas como público consumidor, mas como produtoras de cultura. Para participantes e familiares, oficinas como essa representam oportunidade de visibilidade e de desenvolvimento de competências técnicas e sociais que podem ser levadas adiante em outros projetos e espaços comunitários.
Além das oficinas práticas, houve a intenção de promover intercâmbio entre diferentes instituições locais para ampliar oportunidades futuras de formação e exibição das obras produzidas pelos jovens. A experiência em Viana faz parte de um movimento maior de incluir práticas de arte urbana em iniciativas culturais com foco em diversidade e inclusão social.
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