Médico é preso em Vila Velha após apontar arma para vendedor

Médico é preso em Vila Velha após apontar arma para vendedor

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O médico Márcio Antônio Leite Lima, 57 anos, foi preso em flagrante na tarde de sábado, 31 de outubro de 2026, em Vila Velha, após apontar uma arma para o rosto de um vendedor de uma distribuidora de bebidas. O caso ocorreu na Avenida Hugo Musso, na Praia da Costa, e, segundo a Guarda Municipal, a motivação teria sido a negativa do estabelecimento em vender uma caixinha de relógio que o suspeito queria usar como embalagem de presente.

Confronto e acionamento da Guarda Municipal

De acordo com o relato do funcionário, Márcio chegou por volta do meio-dia acompanhado de um amigo e, antes de iniciar a discussão, teria ingerido uísque. Ao não ter sua solicitação atendida, sacou a arma e a apontou em direção ao trabalhador, que acionou a proprietária e populares presentes.

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Testemunhas e imagens do sistema de videomonitoramento do balcão mostraram a ameaça, o que levou o dono da distribuidora a chamar a Guarda Municipal, que patrulhava a região e flagrou o médico com a arma voltada para o vendedor.

Abordagem, apreensão da arma e documentação

Na abordagem, o suspeito guardou um revólver Taurus calibre .38 no bolso, conforme o Boletim Unificado. As equipes encontraram ainda cinco cartuchos e outras seis munições intactas. Márcio teria se identificado como médico do Exército Brasileiro, mas a verificação junto ao órgão militar apontou que o documento apresentado refere-se a outro equipamento, que a carteira de identificação estava vencida desde 2003 e que ele não integra mais o quadro das Forças Armadas.

Os guardas relataram à Polícia Civil que o homem apresentava sinais de embriaguez — forte cheiro de álcool, fala arrastada e marcha cambaleante — no momento da detenção.

Procedimentos legais e situação prisional

Levado à Delegacia Regional de Vila Velha, Márcio Antônio foi autuado por ameaça e por porte ilegal de arma de fogo. No domingo, 1º de novembro de 2026, ele deu entrada no Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana, onde permanece custodiado. Até a publicação, a audiência de custódia ainda não havia sido agendada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

A investigação inclui a verificação das imagens de videomonitoramento e os depoimentos das testemunhas presentes no local. A polícia registrou o boletim e segue apurando as circunstâncias que envolveram a posse da arma e a possível intoxicação por álcool.

Atuação profissional e tentativas de contato com a defesa

Conforme perfis públicos nas redes sociais, o médico atua na iniciativa privada e não faz parte do serviço público estadual. Até o fechamento desta reportagem, a defesa de Márcio Antônio não havia se pronunciado; o espaço permanece aberto para manifestação.

O caso mobiliza autoridades locais por envolver ameaça direta a um trabalhador em estabelecimento comercial e por indicar possível uso irregular de arma de fogo, o que pode resultar em desdobramentos penais dependendo das apurações.