Julgamento por morte de segurança em Linhares será reiniciado após falha técnica

Julgamento por morte de segurança em Linhares será reiniciado após falha técnica

Notícias

O julgamento de três réus acusados pela morte do segurança Rafael de Brito Chaves, em Linhares (ES), será reiniciado do zero após uma falha técnica na gravação de mídias utilizada no processo, informou o Ministério Público do Espírito Santo. As sessões realizadas em 22 e 23 de outubro de 2026 foram consideradas sem efeito, e não há data definida para a retomada do júri.

Decisão do Ministério Público e efeitos imediatos

Segundo o Ministério Público do Estado, as sessões realizadas na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, e na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, serão desconsideradas, o que implica a formação de um novo Conselho de Sentença com jurados diferentes. A anulação inclui todo o procedimento já realizado diante do atual conselho, tornando necessária a repetição integral das fases públicas do julgamento.

Leia também: Granizo causa alagamentos e derruba portal em Linhares no sábado

Importância das gravações em julgamentos populares

Em julgamentos por júri, a integridade técnica de gravações e mídias é fundamental para assegurar publicidade e registro do ato processual, além de permitir transparência quanto aos depoimentos e debates em plenário. Falhas nesse tipo de registro costumam levar à nulidade de sessões quando prejudicam a segurança jurídica das provas ou impossibilitam a reanálise fiel dos atos.

Posição do Tribunal e próximos passos

A reportagem consultou o Tribunal de Justiça do Espírito Santo para obter detalhes sobre a natureza da falha técnica e saber se haverá apuração interna ou instauração de procedimento administrativo para responsabilizar envolvidos na manutenção dos equipamentos. Até a publicação desta matéria não houve resposta do tribunal.

Contexto do caso e repercussões locais

Rafael de Brito Chaves era segurança e foi morto em Linhares; três pessoas respondem pelo crime em júri popular. A necessidade de reiniciar o julgamento adia a definição sobre eventual condenação ou absolvição dos acusados e prolonga o processo para familiares da vítima e demais partes interessadas. A data do novo júri ainda depende de atos formais do juízo responsável e da disponibilidade de composição do novo Conselho de Sentença.

Procedimentos como a formação de novo conselho e a remarcação do julgamento seguem regras previstas no Código de Processo Penal e na legislação aplicável ao julgamento pelo Tribunal do Júri, que buscam garantir ampla defesa, contraditório e publicidade dos atos processuais.