Casa de Biga: novo álbum de Sandrera celebra memórias do interior

Casa de Biga: novo álbum de Sandrera celebra memórias do interior

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O cantor e compositor Sandrera lançou em 29 de outubro de 2026 o álbum Casa de Biga, um conjunto de 12 faixas inéditas que resgata lembranças de férias na casa dos avós no interior do Espírito Santo e presta homenagem à mãe, Abigail, apelidada de Biga. O trabalho utiliza a viola caipira como elemento central e busca transportar o ouvinte para uma paisagem campestre serena. O primeiro tema, “MERGULHANÇA”, define o tom do disco com uma letra que descreve uma refeição simples típica do interior.

Arranjos e instrumentos que recriam o campo

Para dar coerência à narrativa afetiva do álbum, Sandrera adotou a viola caipira como guia instrumental presente em todas as faixas. Além dela, o disco incorpora violino, rabeca, banjo e flauta, criando uma paleta sonora que mistura timbres tradicionais e sutilezas modernas. O resultado é um som que remete a um cenário rural clássico, com arranjos que privilegiam a textura e a intimidade.

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O repertório de Casa de Biga privilegia sonoridades acústicas e melodias que combinam com a temática de memórias afetivas. A primeira faixa, “MERGULHANÇA”, funciona como convite: linguagem direta, imagens cotidianas e a sensação de um ritual simples — a partilha de uma refeição — que funciona como fio condutor emocional do disco.

Trajetória de Sandrera e reconhecimento

Músico capixaba radicado em Vila Velha, Sandrera acumula mais de 27 anos de carreira e construiu uma identidade que mescla MPB e folk rock, além de transitar por outros gêneros ao longo da trajetória. Em 2025 tornou-se o primeiro artista do Espírito Santo a conquistar o Prêmio Profissionais da Música, premiado pelo álbum Quase Hippie.

Antes de Casa de Biga, Sandrera lançou em maio de 2026 o álbum Inteligência Armorial, mostrando uma produção recente e uma continuidade criativa que agora se volta às referências familiares e regionais. A nova obra amplia a diversidade sonora do estado ao combinar instrumentos rurais com arranjos contemporâneos.

Contexto e relevância para a cena local

Casa de Biga chega em um momento de maior visibilidade para artistas do Espírito Santo, ao valorizar narrativas locais e sonoridades tradicionais em formatos contemporâneos. Projetos que trazem elementos como viola caipira e rabeca ajudam a reforçar a presença de raízes culturais nas plataformas digitais e nas apresentações ao vivo.

O lançamento também aponta para a importância de trabalhos autorais que dialogam com histórias pessoais e coletivas, possibilitando aproximação entre público e artista por meio de experiências cotidianas transformadas em canção.

Produção e próximos passos

Casa de Biga é apresentado como um projeto coeso em que a escolha instrumental orienta a leitura das letras e da atmosfera. Com 12 faixas, o álbum amplia a discografia de Sandrera e deve compor a agenda de shows e divulgações nos próximos meses.

O artista mantém a tradição de revisitar referências e incorporar novos timbres em seu trabalho, fortalecendo sua posição na cena musical capixaba e nacional.