A Justiça do Espírito Santo decretou, na noite de 19 de outubro de 2026, a prisão preventiva de Angelo Gabriel Albano dos Santos, de 23 anos, apontado como autor da morte da companheira, Leidimara Rocon Dias, de 24 anos, grávida de seis meses, em Nova Venécia, no Noroeste do Estado. O bebê também morreu, e os dois filhos do casal, de 4 e 7 anos, presenciaram o crime. O suspeito fugiu do local e segue foragido.
Como ocorreu o crime em Nova Venécia
Segundo a investigação da Polícia Civil, a família estava em uma residência de amigos na localidade de Córrego da Penha quando Angelo e Leidimara iniciaram uma discussão. Durante o desentendimento, o homem teria ido até um veículo, retornado armado e efetuado disparos contra a companheira. Após os tiros, ele deixou o local e não foi localizado.
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Leidimara, conhecida como Íris, foi atingida fatalmente; o óbito também provocou a perda do feto de seis meses. As duas crianças que estavam na casa viram a cena e foram ouvidas pelas autoridades no início das diligências.
Medida cautelar e antecedentes do suspeito
O pedido de prisão preventiva foi apresentado ainda no dia do crime, depois da coleta de depoimentos e da apuração preliminar de informações sobre o investigado. A juíza responsável acatou o pedido e expediu o mandado, que pode ser cumprido por qualquer força de segurança em razão da fuga do suspeito.
Conforme consta no inquérito, Angelo respondia em liberdade a processo por tentativa de homicídio relacionado a um episódio de agosto de 2025, quando teria atirado contra policiais militares. A apuração atual inclui os crimes de feminicídio e aborto provocado sem o consentimento da gestante.
Investigações e medidas seguintes
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar o suspeito e reunir elementos que comprovem a dinâmica do crime. Perícias no local, oitivas de testemunhas e análise de imagens — quando disponíveis — fazem parte do conjunto de provas que subsidiam o inquérito policial.
Equipe de atendimento a vítimas e unidades de apoio social foram acionadas para dar assistência às crianças e a familiares da vítima, conforme procedimento padrão em casos de violência doméstica com vítimas infantis.
Posição da defesa e direitos das partes
A defesa de Angelo não foi localizada até o momento para comentar a decisão judicial; permanece o direito ao contraditório e à ampla defesa, previstos na legislação. O mandado de prisão preventiva visa garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e evitar a reiteração de atos ilícitos.
As autoridades reforçam a importância de denúncias e informações que possam ajudar a encontrar o investigado, oferecendo canais de comunicação anônimos quando necessário.
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