O bailarino e coreógrafo capixaba Izak Rodrigues vai trocar a plateia pelo palco principal do Rock in Rio: ele será o primeiro artista do Espírito Santo a integrar o balé da cantora em uma apresentação marcada para domingo (13).
O interesse pela dança surgiu aos 12 anos, durante um show de Joelma, e se consolidou quando Izak assistia repetidas vezes ao DVD Calypso na Amazônia para estudar os passos dos bailarinos. “Desde o início eu dizia que queria ser dançarino da Joelma”, recorda.
Antes de se dedicar profissionalmente à dança, Izak chegou a cursar Engenharia. Em seguida aprofundou sua formação em jazz, balé, contemporâneo, hip hop e outros estilos, até decidir viver da arte. Parte de sua trajetória artística foi construída no Carnaval Capixaba, onde atua há cinco anos.
Em busca de novas oportunidades, mudou-se para São Paulo em 2022 e, em 2026, foi para Recife, cidade onde passou a se dedicar com maior foco ao universo do calypso, ministrando aulas, produzindo conteúdo e estreitando relações com profissionais do gênero. Esse percurso, segundo ele, aproximou seu trabalho da equipe da cantora e abriu caminho para a participação no festival.
Os ensaios para o Rock in Rio começaram em 23 de agosto e acontecem diariamente. Para Izak, trabalhar diretamente com Joelma na preparação do espetáculo tem um significado especial: “Durante muitos anos, eu estava na plateia, acompanhando os shows. Hoje, estar atrás dela, como bailarino, justamente no Rock in Rio, é algo que ainda parece inacreditável”.
Ele destaca também o peso de representar o Espírito Santo em um evento dessa dimensão. “É uma honra enorme representar o Espírito Santo em um palco desse tamanho. Minha trajetória começou no carnaval e foi construída através da dança, então chegar até aqui carrega toda essa história comigo”, afirma.
O Rock in Rio é reconhecido como um dos maiores festivais de música do mundo, e a participação no evento costuma ampliar a visibilidade de artistas e profissionais da cena. Para Izak, a experiência reforça a ideia de que a arte aproxima territórios e culturas: “A arte mostra que podemos atravessar fronteiras, estudar outras culturas e nos conectar verdadeiramente com elas”.
Mais de duas décadas depois daquele primeiro show que despertou sua paixão, o capixaba volta a encontrar-se com a artista que ajudou a definir sua trajetória — agora em cena, e não mais na plateia.
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