Pablo Picasso é reconhecido como um dos nomes centrais do modernismo, mas muitas histórias de sua vida ajudam a compreender as fontes de sua produção artística. A seguir, sete curiosidades que iluminam aspectos pessoais e criativos do pintor espanhol, mantendo as datas e acontecimentos históricos que marcaram sua trajetória.
1. A primeira palavra estaria ligada ao lápis
Relatos biográficos indicam que a primeira palavra de Picasso teria sido “piz”, uma forma abreviada de lápiz (lápis, em espanhol). O episódio ilustra o ambiente familiar voltado para as artes: seu pai, José Ruiz Blasco, era pintor e professor de desenho e influenciou cedo a formação do filho. Aos 13 anos Picasso já frequentava uma escola de belas-artes.
2. As touradas marcaram a infância e a obra
Nascido em Málaga, no sul da Espanha, Picasso acompanhava o pai às arenas desde pequeno. Com oito anos ele pintou a sua primeira obra a óleo conhecida, “O Pequeno Picador Amarelo”, inspirada em uma cena de tourada. Touros, cavalgaduras, toureiros e arenas reapareceram ao longo de sua carreira em pinturas, gravuras e cerâmicas — o touro tornou-se um dos símbolos recorrentes de sua produção.
3. Identificação com palhaços e saltimbancos
Instalado definitivamente em Paris em 1904, o jovem artista passou a frequentar circos e a retratar personagens como palhaços, acrobatas e saltimbancos. Essas figuras, muitas vezes mostradas em momentos introspectivos ou melancólicos, foram centrais na chamada Fase Rosa (1904–1906), quando Picasso explorou tons e temas ligados ao universo circense.
4. Muito além das telas
Embora seja amplamente associado à pintura, Picasso trabalhou em escultura, cerâmica, gravura, colagem e desenho, além de escrever poemas e peças teatrais. Sua experimentação estendia-se aos materiais: chegou a incorporar papel de jornal, cordas e pregos em uma guitarra, entre outras inovações que ampliaram os limites tradicionais da arte.
5. Superstição e rituais
O artista cultivava crenças e rituais pessoais. Registros do Museu Picasso de Paris indicam que ele mantinha objetos com valor simbólico e chegou a enviar regularmente a companheira mechas de cabelo, unhas e peças de roupa. A preocupação com a morte aparece como tema recorrente em várias fases de sua obra.
6. ‘Guernica’ como resposta ao horror da guerra
Produzida em 1937, “Guernica” nasceu como reação ao bombardeio da cidade basca de Guernica, ocorrido durante a Guerra Civil Espanhola. A pintura transformou-se em um potente símbolo contra a violência e os horrores da guerra, com suas figuras fragmentadas e cenas de dor que ultrapassaram o momento histórico imediato. O ataque a Guernica contou com a participação de aviões estrangeiros, o que intensificou a repercussão internacional do episódio.
7. Reinvenção ao longo de mais de sete décadas
Ao longo de mais de 70 anos de carreira, Picasso transitou por fases distintas — da Fase Azul à Fase Rosa, do cubismo a variadas experiências em gravura, escultura e colagem — sem permanecer preso a uma única fórmula. Essa inquietação criativa explica em parte por que sua obra segue influente décadas após sua morte, em 1973.

Onde ver obras de Picasso no Espírito Santo
A exposição “Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo” está em cartaz no Espaço Cultural do Palácio Anchieta, no Centro de Vitória. A mostra reúne 120 trabalhos e materiais relacionados ao artista, incluindo 80 obras originais de Picasso, além de fotografias, gravuras e cerâmicas, com destaque para temas como saltimbancos e a tauromaquia.
A entrada é gratuita e a exposição fica em cartaz até 16 de outubro.
Serviço
Exposição: Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo
Quando: até 16 de outubro
Local: Espaço Cultural do Palácio Anchieta, Centro de Vitória
Horários: terça a sexta, das 9h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h
Entrada: gratuita
Agendamento de grupos: (27) 3636-1031 / (27) 3636-1032
E-mail: [email protected]

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