O diretor Paolo Maldini e o consultor Leonardo renunciaram aos cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta segunda‑feira, 27, encerrando uma passagem de apenas 16 dias à frente do processo de escolha do novo treinador da seleção italiana.
Segundo relatos da imprensa internacional e do jornalista Fabrizio Romano, a decisão foi motivada pelo veto do presidente da entidade, Giovanni Malagò, à contratação de Andrea Pirlo como comandante da equipe nacional. A recusa ocorreu em meio à tentativa da FIGC de encontrar um substituto para Gennaro Gattuso, que deixou o cargo em abril após a derrota para a Bósnia e Herzegovina na repescagem das Eliminatórias da UEFA para a Copa do Mundo.
Com a saída de Maldini e de Leonardo, a Itália passa a perseguir uma alternativa considerada por alguns como um “plano D”, depois de não ter conseguido fechar com Carlo Ancelotti, Josep Guardiola e, mais recentemente, com Pirlo — campeão mundial em 2006.
Embora seja reverenciado por sua trajetória como jogador, Pirlo ainda não é consenso como treinador. Em sua carreira no comando, o técnico teve como destaque a conquista da Copa da Itália e da Supercopa da Itália com a Juventus na temporada 2020–21, quando o clube terminou em quarto lugar no Campeonato Italiano.
O principal obstáculo à sua nomeação, contudo, teria sido extracampo: Pirlo mantém contrato publicitário com a casa de apostas russa Fonbet, situação que gerou resistência dentro da federação. Em sua rede social, o ex‑atleta disse: “Lamento que uma decisão baseada em critérios esportivos tenha se transformado em uma controvérsia pública na qual foram me atribuídas intenções e ideias que não refletem minha personalidade.”
Giovanni Malagò afirmou que o novo treinador será anunciado “em breve”. Entre os nomes ventilados para assumir a seleção volta a surgir Roberto Mancini, que ganhou prestígio após comandar a Itália campeã da Eurocopa de 2020, mas a rapidez com que essa transição ocorrerá ficou em dúvida com a saída de Maldini e Leonardo.
- Quem deixou os cargos: Paolo Maldini (diretor) e Leonardo (consultor).
- Data da renúncia: segunda‑feira, 27; duração no cargo: 16 dias.
- Motivo informado: veto do presidente Giovanni Malagò à contratação de Andrea Pirlo.
- Contexto: substituição de Gennaro Gattuso, que saiu em abril após eliminação na repescagem.
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