Bélgica e México lideram destinos do café conilon do Espírito Santo em julho; exportações sobem 79%

Bélgica e México lideram destinos do café conilon do Espírito Santo em julho; exportações sobem 79%

Economia

As exportações de café do Espírito Santo totalizaram 775 mil sacas em julho de 2026, um aumento de 79% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados compilados pelo Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV).

O principal destino foi a Bélgica, que recebeu mais de 199 mil sacas — praticamente toda a carga composta por conilon. Em segundo lugar ficou o México, com mais de 84 mil sacas, também com predominância do conilon. Os Estados Unidos importaram mais de 69 mil sacas em julho, sendo quase 55 mil de conilon e o restante de café solúvel; a medida tarifária aplicada pelo governo norte-americano a produtos de origem brasileira não incluiu o grão em algumas das tarifas de até 37,5%.

Receita e perfil por tipo

A receita das exportações no mês superou US$ 169 milhões (aproximadamente R$ 875 milhões), alta de 40% em relação a julho de 2025. O conilon puxou o desempenho, com 692 mil sacas exportadas em julho — crescimento de 90% na comparação anual. As vendas externas de arábica somaram 51,5 mil sacas, aumento de 70%, enquanto o café solúvel registrou 31,5 mil sacas, queda de 17%.

  • Receita do conilon: US$ 144 milhões (R$ 745,8 milhões), alta de 48% em um ano.
  • Receita do arábica: US$ 17,6 milhões (R$ 91,1 milhões), alta de 49%.
  • Receita do café solúvel: cerca de US$ 7 milhões (R$ 36,2 milhões), queda de 34%.

De acordo com Fabrício Tristão, presidente do CCCV, “o crescimento das exportações demonstra a capacidade do exportador capixaba de escoar uma produção cada vez maior e atender aos mercados internacionais.”

Variação mensal e iniciativas

Em relação a junho de 2026, o volume total exportado cresceu 25%. Por produto, o conilon avançou 33% no mês, enquanto o arábica recuou 14% e o café solúvel caiu 19%. A receita total aumentou 21% em junho para julho.

O CCCV também destaca um projeto de secagem a gás natural como exemplo de inovação para a cafeicultura do estado. A tecnologia será apresentada no Vitória Coffee Summit 2026, marcado para quinta e sexta-feira (20 e 21), no Cais das Artes, em Vitória. No evento haverá o painel “Diálogos: Logística Global do Café, Tendências, Infraestrutura e Competitividade”, com mediação do colunista Abdo Filho e participação de Gustavo Paixão (diretor de Terminais da Log-in), Anderson Carvalho (diretor de exportações da Imetame) e Pedro Benevides (CEO da Vports).

Sobre o projeto de secagem, Tristão afirma: “É um exemplo de inovação que pode contribuir para preservar e agregar qualidade ao nosso conilon e, dessa forma, ajudar a abrir novos mercados para o café capixaba.”

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Espírito Santo exportou 3,4 milhões de sacas, alta de 66% frente ao mesmo período de 2025. Desse total, 2,8 milhões foram de conilon (crescimento de 87%), 412 mil de arábica (alta de 37%) e 237 mil de solúvel (queda de 14%).

A receita acumulada nos sete primeiros meses somou mais de US$ 823 milhões, aumento de 29% em relação ao ano anterior. O conilon respondeu por US$ 618 milhões (alta de 41%) e o arábica por US$ 149 milhões (alta de 27%); a receita do café solúvel caiu 31% no período.

Também no acumulado do ano, a Bélgica lidera como destino, com mais de 496 mil sacas — quase todas de conilon. O México aparece em segundo lugar, com mais de 364 mil sacas, seguido pela Colômbia, com mais de 336 mil sacas, todas de conilon. Os Estados Unidos receberam mais de 251,8 mil sacas no período: mais de 162 mil de conilon, cerca de 83 mil de café solúvel e o restante de arábica.

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via A Gazeta – Economia