Líder do PCV, Bruno 'MM' é preso na Penha por suspeita de articular queima de ônibus

Líder do PCV, Bruno ‘MM’ é preso na Penha por suspeita de articular queima de ônibus

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Bruno Trindade da Silva, apelidado de “MM” e apontado pelas autoridades como atual líder do Primeiro Comando de Vitória (PCV), foi detido na noite de sexta-feira (28) no Complexo da Penha, em Vitória.

De acordo com a Polícia Militar, Bruno é apontado como responsável pela organização da queima de ônibus registrada na Grande Vitória no dia 26 de agosto de 2025. Ele estava foragido há 14 anos e tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas.

O capitão Secchin informou que Bruno teria assumido a liderança que antes era ocupada por Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo. Segundo o oficial, trata-se de uma prisão relevante: “ele ocupava a primeira posição, o cargo mais alto do PCV em Vitória. Gerenciava a operação do tráfico e amedrontava a população”.

Conforme a polícia, Bruno morava no Rio de Janeiro e fazia deslocamentos entre o Estado fluminense e o Espírito Santo. A prisão foi deflagrada após a PM receber informação de que ele estava em Vitória; os agentes foram até a residência da mãe do suspeito, onde ele se entregou sem resistência.

O capitão também relacionou Bruno à coordenação dos ataques a ônibus ocorridos em agosto do ano passado, episódios desencadeados após a morte de David Pereira de Jesus, de 21 anos, no bairro da Penha, em Vitória. Além dos coletivos incendiados, um carro de reportagem sofreu vandalismo durante a cobertura dos fatos.

Em resposta, o advogado Igor Giacomin afirmou que o cliente cumprirá a condenação, mas que há uma discussão judicial em curso para revisar a decisão. Segundo a defesa, Bruno foi condenado em regime semiaberto e a equipe jurídica questiona a aplicação do regime, alegando que não foi considerada uma causa de diminuição de pena na ocasião.

O defensor acrescentou que, apesar de ter permanecido foragido, Bruno não possui outras condenações ou mandados em aberto além daquele por tráfico. De acordo com a defesa, a prisão ocorreu na residência da família e sem flagrante, e o cliente não teria envolvimento com crimes atualmente, tendo respondido a processos no passado.

As autoridades seguem investigando a estrutura do PCV e as responsabilidades pelos ataques que causaram prejuízos ao transporte coletivo e provocaram medo na população da região.

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via A Gazeta – Polícia