Um ônibus que seria utilizado pela delegação do São Paulo durante a passagem do clube pela Bolívia foi apreendido nas proximidades de Cochabamba nesta terça-feira (11), após a descoberta de 86,5 quilos de maconha dentro do veículo.
As autoridades localizaram quatro sacolas com a substância. Três pessoas, identificadas como os motoristas responsáveis pelo transporte, foram detidas durante a operação conduzida pela Unidade Móvel Policial para Áreas Rurais (Umopar).
A empresa Buses Cosmos, contratada para o serviço, disponibilizou outro ônibus no horário combinado para que o clube não tivesse seu cronograma afetado. Em contato com a reportagem, representantes do São Paulo confirmaram que, na noite de segunda-feira (10), a delegação já havia sido transportada do aeroporto de Santa Cruz de La Sierra até o hotel em um veículo diferente, e que o time não teve contato com o ônibus apreendido no momento da ação em Cochabamba.
Por conta da altitude, a logística do São Paulo na Bolívia foi organizada para reduzir os efeitos físicos nos atletas: o clube permaneceu em Santa Cruz de La Sierra, situada a cerca de 400 metros acima do nível do mar, e só viajou a La Paz — a mais de 3.600 metros de altitude — algumas horas antes da partida contra o Bolívar, marcada para terça-feira (11), às 21h30 (horário de Brasília).
Em nota assinada pela gerência administrativa, a Buses Cosmos atribuiu a responsabilidade pelo ocorrido aos motoristas do ônibus e informou que os envolvidos já estão detidos e à disposição da Justiça. No documento a empresa também afirma que a linha Sindical Flota Cosmos e a própria delegação do São Paulo não tinham qualquer ligação com o transporte das sacolas apreendidas, e lamentou eventuais transtornos causados.
O comunicado ainda menciona que o episódio ocorreu em 9 de agosto de 2026, na barreira de Locotal, e que as autoridades bolivianas já apuram o caso.
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