Polícia diz que homem morto em ataque em Viana era inocente

Polícia diz que homem morto em ataque em Viana era inocente

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Lide: A Polícia Civil concluiu que Marlon Costa Francisco, de 30 anos, morto a tiros em 29 de março no bairro Arlindo Villaschi, em Viana, não tinha relação com o tráfico de drogas e foi vítima da violência decorrente de uma disputa territorial entre organizações criminosas rivais. O crime ocorreu enquanto Marlon estava sentado em frente à própria residência. Autoridades atribuem o ataque à escalada do confronto entre facções pelo controle da região.

O crime e as primeiras apurações

Segundo o relatório da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, testemunhas disseram que dois homens em uma motocicleta vermelha se aproximaram da casa onde a vítima estava e abriram fogo contra ele. Marlon foi atingido na calçada e não resistiu aos ferimentos.

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Investigadores destacaram que não foram encontrados indícios de envolvimento de Marlon com atividades criminosas, e que a motivação do atentado está ligada à disputa entre grupos que disputam pontos de venda e rotas de tráfico na região metropolitana.

Facções e disputa territorial

De acordo com o delegado Cleudes Júnior, responsável pela DHPP de Viana, o confronto envolveu grupos rivais que dominam bairros distintos: o Primeiro Comando de Vitória (PCV), presente no Arlindo Villaschi, e o Terceiro Comando Puro (TCP), que atua em áreas de Cariacica. Testemunhas teriam identificado os autores como integrantes do TCP.

Especialistas em segurança consultados pela polícia destacam que episódios como esse são consequência da disputa por rotas de distribuição e pontos de venda, que frequentemente leva a ações de retaliação e ataques a civis que estão próximos às áreas de conflito.

Investigação e medidas policiais

A DHPP continua colhendo depoimentos e analisando imagens de câmeras da região para identificar e localizar os suspeitos. Equipes de inteligência trabalham em conjunto com a delegacia local para mapear a dinâmica do conflito entre as facções e identificar possíveis mandantes.

Autoridades também informaram que serão avaliadas medidas preventivas na área afetada, incluindo patrulhamento mais intenso e ações de proximidade com a comunidade, com o objetivo de reduzir a exposição de moradores ao confronto entre as organizações criminosas.

Repercussão na comunidade

Moradores do Arlindo Villaschi relataram medo diante da sequência de episódios violentos atribuídos à disputa entre facções. A sensação de insegurança tem levado parte da população a evitar espaços públicos e a solicitar maior presença policial nas ruas.

Familiares de Marlon afirmaram que ele trabalhava e vivia no bairro, e que não mantinha ligações com grupos criminosos. O reconhecimento da inocência pela investigação reforça a versão de que ele estava no local errado no momento errado.

As investigações permanecem em andamento e a polícia pede que eventuais testemunhas ou pessoas com informações relevantes entrem em contato com a delegacia para colaborar com as apurações.