Um grupo criminoso ligado ao Primeiro Comando de Vitória (PCV) tentou impor controle territorial e econômico sobre provedores de internet em bairros de Vila Velha e Cariacica, exigindo até 50% dos lucros das empresas, segundo a Polícia Civil. Os detalhes da investigação foram divulgados em 16 de outubro de 2026, uma semana após a Operação Provedor.Net 2.0. A ação envolvia intimidação de funcionários, destruição de equipamentos e cobranças forçadas para manter o domínio sobre a distribuição de internet.
Modus operandi: intimidação e violência
De acordo com a delegacia responsável, os criminosos abordavam profissionais durante o exercício de suas funções, expulsavam equipes dos locais de trabalho e, em situações relatadas, recorriam a agressões físicas. Também houve registro de destruição deliberada de equipamentos usados para prestar serviço de conectividade, prática que visava fragilizar a operação das empresas e forçar acordos.
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O delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Tarik Halabi Souki, descreveu a tática: “Eles abordam os funcionários dessas empresas, expulsam os funcionários do local, praticam violências físicas, destroem os equipamentos das empresas, ameaçam com emprego de armas de fogo, obrigam esses funcionários a ligarem para os gestores da empresa e cobram taxas abusivas, absurdas, para que eles pudessem continuar trabalhando nesses bairros.”
Exigência financeira e tentativa de controle econômico
As imposições financeiras informadas à polícia chegavam a exigir metade do lucro das prestadoras locais. A estratégia tinha caráter tanto econômico quanto territorial, com o objetivo de dominar a prestação do serviço em regiões específicas e lucrar com a circulação de internet na comunidade.
Apesar das pressões e das ameaças, a investigação não identificou provedores que tenham concordado com o pagamento dessas taxas. Segundo as autoridades, o grupo não conseguiu consolidar o controle que buscava sobre os serviços.
Operação e investigação
A divulgação dos detalhes ocorreu uma semana depois da Operação Provedor.Net 2.0, que mirou a atuação do grupo em provedores locais. A Polícia Civil segue com apurações para identificar todos os envolvidos e mapear a extensão das ações contra empresas e trabalhadores do setor.
As investigações ressaltam que práticas como extorsão, destruição de patrimônio e ameaça com armas configuram crimes com potencial de interromper serviços essenciais, além de colocar em risco a segurança de profissionais e usuários.
Impacto para usuários e empresas
Provedores de menor porte, que operam em bairros e têm estrutura mais vulnerável, foram os principais alvos das ações. A tentativa de imposição de taxas elevadas e a violência física contra funcionários representam risco direto à continuidade do serviço e ao acesso à internet nas áreas afetadas.
As autoridades alertam provedores e trabalhadores para registrar ocorrências e colaborar com as investigações. Medidas de proteção e estratégias de resposta têm sido recomendadas pelas equipes que acompanham o caso.
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