Dois homens foram detidos em flagrante ao receberem, em 9 de outubro de 2026, um motor de caminhão que ocultava 41,5 quilos de cocaína; a entrega ocorreu em frente à residência de um dos suspeitos, na Serra, no Espírito Santo. A ação, que identificou a droga após verificação canina, resultou também na apreensão de três celulares. Eles foram autuados por tráfico interestadual de entorpecentes.
Recebimento da encomenda e abordagem policial
Segundo a apuração, o equipamento mecânico havia saído de Rondônia e foi despachado como encomenda para a casa de um dos homens. Policiais surpreenderam a dupla no momento em que retirava o motor; ambos não souberam justificar a compra do componente, cuja dimensão chamou atenção dos agentes.
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O motor e os suspeitos foram conduzidos à sede da Polícia Federal, onde um cão farejador do Grupo de Operações com Cães da Delegacia de Repressão a Entorpecentes indicou a presença de drogas no interior do equipamento.
Localização da droga e apreensões
Após inspeção minuciosa do motor, os agentes encontraram 41,5 quilos de cocaína escondidos no interior da peça. Além da substância, foram apreendidos três aparelhos celulares que deverão ser analisados como parte das investigações.
A quantidade apreendida corresponde a um volume significativo, que normalmente abasteceria circuitos de distribuição interestadual, conforme avaliação preliminar dos investigadores.
Operação integrada e responsabilidade pela investigação
A apreensão foi resultado de uma operação conjunta entre forças integradas de combate ao crime organizado nos estados do Espírito Santo e de Rondônia, com apoio do setor canil da Polícia Federal. A ação destacou o intercâmbio de informações e a coordenação entre unidades estaduais e federais.
Os dois detidos foram autuados por tráfico interestadual de drogas e permanecem à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem para identificar origem, rota e eventuais demais envolvidos na logística da remessa.
Contexto sobre o modus operandi
Esconder entorpecentes em peças automotivas e equipamentos é uma tática já registrada em operações anteriores e busca dificultar a detecção em transportes rodoviários e encomendas. A ação canina segue sendo uma ferramenta decisiva para localizar drogas nesses compartimentos artificiais.
As autoridades afirmam que os desdobramentos da investigação poderão apontar para redes mais amplas de distribuição e esclarecer como a remessa foi organizada entre diferentes estados.
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