Um taxista e duas passageiras foram alvo de um assalto na noite de domingo (6) em Vitória. Durante a corrida, dois homens armados com uma réplica de arma de fogo forçaram o motorista a seguir para outro destino; em ato para chamar atenção das autoridades, o condutor colidiu o veículo contra uma viatura da Guarda Municipal na praça de Jucutuquara.
O caso começou quando as passageiras solicitaram a corrida do Morro do Quatro até Jucutuquara e fizeram uma parada em uma agência bancária na Avenida Vitória para sacar dinheiro. Enquanto elas estavam no banco, os dois criminosos aguardavam sentados em um ponto de ônibus e anunciaram o assalto assim que as vítimas saíram da agência.
Segundo relatos, um dos suspeitos entrou pelo banco do carona e o outro ocupou o banco traseiro, ao lado das passageiras, exigindo pertences e ordenando que o motorista seguisse até o bairro São Torquato.
“Ele entrou no banco de trás empurrando, falando que era assalto e mandou a gente seguir para o destino dele, que era São Torquato. Pediram tudo que tínhamos. A sensação é que iam levar a gente para algum lugar e balear”, disse uma das vítimas.
Ao perceber a gravidade da situação e as ameaças de morte, o taxista decidiu colidir com a viatura da Guarda Municipal para obter ajuda imediata. O coordenador da corporação, Picoli, afirmou que os agentes notaram inicialmente que o condutor precisava de auxílio, sem saber, naquele momento, quem eram os criminosos dentro do veículo.
“Havia mais quatro pessoas no veículo. Em determinado momento, foi identificado que um dos homens era o suspeito. O outro homem se fez de vítima e, em momento oportuno, empreendeu fuga”, explicou Picoli.
A Guarda Municipal apreendeu a arma usada na ameaça — tratava‑se de uma arma de pressão, que, segundo os agentes, foi reconhecida pelo suspeito como de sua propriedade. Também foram recuperados celulares e o dinheiro das vítimas.
Um homem de 21 anos foi detido e encaminhado à Delegacia Regional de Vitória. A Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por três roubos majorados pelo concurso de pessoas e pela restrição da liberdade das vítimas e encaminhado ao sistema prisional.
O taxista, que trabalha há 18 anos na profissão, afirmou já ter sido vítima de mais de 20 assaltos e relatou episódios de violência anteriores. Sobre a manobra que colocou o carro sobre a viatura, disse: “Eu tinha que fazer aquilo. Se não, eles falaram que iam nos matar. Fiz a manobra radical e joguei em cima deles”.
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