
O técnico Carlo Ancelotti informou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que recebeu uma sondagem da Federação Italiana de Futebol, notícia tornada pública na quinta-feira (23) pelo diretor de seleções Paolo Maldini. Segundo apuração, Ancelotti não considerou abandonar o comando da Seleção e manteve o compromisso firmado ao renovar o contrato até 2030, pouco antes do início da Copa do Mundo de 2026.
Internamente, a CBF interpreta o interesse da Itália como uma valorização do treinador para o próximo ciclo. A federação também avalia a abordagem como algo esperado, dado o vínculo pessoal entre Ancelotti e Maldini, com quem trabalhou no Milan. Não houve, contudo, qualquer proposta formal trocada entre as entidades.
A Itália procura um novo treinador após não se classificar para a Copa do Mundo, e Maldini confirmou que Pep Guardiola figura entre os alvos da federação. O diretor ressaltou que conversas foram mantidas com Ancelotti e que a ideia inicial foi procurar nomes de alto nível, mas que é necessário verificar disponibilidade e condições para avançar. Fontes da federação apontam que o alto valor salarial é um possível empecilho na negociação com Guardiola.
Maldini admitiu haver urgência em definir o novo comandante — ele disse esperar um anúncio ainda nesta semana —, mas também afirmou que a federação prefere aguardar pelo profissional que considere adequado ao projeto. A saída de Gennaro Gattuso ocorreu logo depois da derrota para a Bósnia na repescagem europeia, resultado que confirmou a ausência da seleção italiana em um Mundial pela terceira edição seguida.
Com a permanência de Ancelotti assegurada por contrato até 2030, a expectativa na CBF é manter a estabilidade técnica para os próximos ciclos da Seleção brasileira, enquanto a Itália segue em processo de escolha do substituto para tentar recuperar o prestígio perdido após a falha nas eliminatórias.
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